Os anos 70 no Brasil marcado por varias fases que faz lembrar um passado marcado por repressão, mas por grandes conquistas, disfarces e descobertas. A copa no México onde o Brasil conquista o tricampeonato “fecha os olhos” de muitos e abre caminhos para os generais exaltar a nacionalidade , o orgulho de ser Brasileiro com o milagre econômico e o aumento do poder aquisitivo da classe media, escondendo assim esse período marcado por dura repressão com o AI5, porem com grandes produções cinematografias, pecas de teatro e musicas de protesto, com a ascensão do Jazz e também da Musica Popular Brasileira -MPB- com Chico Buarque, Caetano Veloso e os outros.Assim esses intelectuais mesmo com a dura censura denunciava o modo que o regime reprimia a população em suas musicas como- Cálice, pra não dizer que falei das flores, apesar de você dentre outras. Contava o medo a insegurança o medo e as vidas marcadas pela luta de um Brasil democrático.
Período de grandes produções de fato de conquistas, porem com o uso da persuasão e repressão para calar quem fosse contra. O AI5 trouxe o cotidiano marcado pela prepotência e desaparecimentos, escondidos por um orgulho de ser uma nação tricampeã alem de agora ter acesso a bens duráveis com mais facilidade. Na verdade uma minoria da classe media intelectualizada tinha dimensão do que passava a sociedade, assim eram esses os principais vigiados o exílio passa a ser um modo de calar os subversivos- advogados, cineastas, cineastas, músicos, estudantes, atores e jornalistas como Vladimir Herzog morto nos porões da ditadura, morte essa que desempenha um papel fundamental na política Brasileira.
Recorrer à clandestinidade era um meio de viver e lutar pela causa era um orgulho, todavia era árduo não saber se o amanha chegaria, já que eram perseguidos. Todavia eles tinham um alto conhecimento topográfico, alem de uma grande capacidade de memória já que anotar encontros os números mesmo que fosse usando códigos era arriscado demais e assim a solidariedade presente nos ativistas também e impressionante. O filme que isso companheiro? Mostra perfeitamente isso o isolamento social que os fustiga não deixa de ser um exílio, já que mesmo em casa estava à mercê e como sentimento de preso.
Contudo e claramente visível que como mesmo diz Gilberto Gil efervescência cultural marcou a ditadura não há duvidas disso.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
2. Aprendi a lição - continuação do memorial
Não era cabível, de forma alguma falar da minha formação profissional, sem relembrar da experiência vivida em casa, já que meus pais sempre fizeram questão de dizer que a educação é o maior bem que temos, esse era a maior herança que poderia nos proporcionar. Portanto julgo-os como necessário na minha influencia de formação.
Desde cedo incentivaram e patrocinaram meus estudos, fazendo absorver, assim o valor da educação na vida do ser humano. Faz isso já que nunca tiveram direito de estudar, mas sim trabalhar para sustentar os irmãos.
Nesse contexto, desde muito cedo, eu e minhairmã, absorvemos esse valor, assim também amadurecia a vontade de enveredar pela docência, na infância isso foi mais constante, via com bons olhos o trabalho da minha professora ao me fazer juntar as primeiras silaba, um trabalho tão bonito queria contribuir para o crescimento de alguém também.
No começo da adolescência, essa idéia não era mais cabível, passava por mudanças físicas, comportamentais e psicológicas, que me fizeram repensar vários aspectos e valores que gostaria de ter no futuro. Os meus professores desestimularam mais ainda, agora não me era tão aceitável o fato de atuar na docência, já que os alunos não respeitavam e muito menos gostavam de trilhar pelos caminhos da educação e os docentes reclamavam a todo o momento lamentações escutava sempre diziam “nunca queiram ser “sofressor” agente trabalha tanto e quase morre de fome ”.
De fato eu sabia que não era fácil mesmo não, pois após o seu longo dia, ainda levara trabalho para casa. Mesmo assim sentia atração avassaladora pela historia e geografia, mas em geografia, os cálculos que nela contém não me agradavam tanto, quanto refletir sobre os problemas atuais. Estava querendo mais a indecisão tomava conta do meu ser assim busquei apoio.
Lembro que quando disse a meu pai que iria prestar vestibular para área da docência ele não gostou de saber e muito menos meus colegas, esses que me “crucificaram”. Os professores diziam “tanta profissão você escolhe a mais sofredora”. Confesso fui fraca me rendi, prestei para a área jurídica, mesmo não me espelhando na mesma, resultado não passei para a frustração da família que já sonhava com um futuro “garantido e seguro”.
Assim adquiri forças e decidi que faria licenciatura na área de historia, decidida encontrei apoio de alguns, assim comecei realizar algumas metas que já estavam traçadas em minha vida – o querer, saber, o viver.
Direcionar minha vida ao querer é de fundamental importância já que tudo que se deseja ardentemente ocorre, o esforço para conseguir acaba sendo determinante para fazer crescer a forca de vontade, nesse momento o saber vem à tona, esse que move todas as diretrizes humanas, não há nada mais precioso do que adquirir e passar um pouco do que se sabe para os outros, exatamente nesse contexto entra o viver junto com o querer e o sabersendo um aliado para a busca de um mundo melhor e a alegria de pode colher a sementezinha que há tanto tempo plantou, regou e agora usufruir dos frutos.
Mesmo assim entrei na academia com o pensamento mesmo que ser docente era amargar na solidão constante de livros e vida de renuncia material, mas por outro lado meu ser resplandecia de felicidade por fazer o que eu gosto.
No primeiro ano na universidade, nas discussões nas cadeiras da área de pratica pedagógica I, ministradas pela professora Vanuza Sousa Silva, me fez ter realmente a certeza que isso era o meu mundo, minha vida, mesmo com medo de não ser capaz de assumir a postura de professor e precisando amadurecer as idéias, conseguia enxergar nas discussões teóricas como: o professor comparado a jardineiros e alunos como flores, ou então o ensinar com entusiasmo já que a vida por si e tão amarga motiva a todos, ou ate mesmo fazermos uma reflexão sobre o momento que passamos pela escola é tudo muito rápido, que muitas vezes não se deixa marcas, onde os alunos só querem realmente a nota e os professores desejam e sobreviver- mudar isso não e tão distante.
Assim encontrara o que buscava uma razão pela minha existência, mesmo relutando e pensando se tinha sido a escolha certa. Mas a situação complicou quando vieram todas as discussões sobre “currículo” e a escola como um todo, ou professores que também estavam desacreditados com a profissão e com a educação no Brasil, repassava conselhos inversos do que gostaríamos. Pensei até em desistir, porém não podia ser fraca novamente e deixar me abalar por isso, criei mecanismo de defesas a isso, uma vez que escutara tanto que não dava tanta importância, fui trabalhando isso em minha pessoa humana.
As discussões se elevam, o desejo aumenta quando tudo parece pedido e encontramos professores que os “chamo de anjos” vem e levantam nosso astral, levantam a poeira, exibi com gosto à profissão, esses sim devem ser chamados como toda a certeza de professores construtores e edificadores, esses sim tem todo o meu respeito e gratidão, por mostrar sorrindo o quanto de bom tem o fato ficar mais tempo acordado, simplesmente para corrigir atividades ou elaborar exercícios de fixação, ou por preparar uma aula diferente, ou simplesmente olhar nos olhos e dizer “queridos a vida é bela ou porque tanto desanimo, sorriam”, isto é a essência do valor humano, a amor pelo que faz o torna um ser glorificado por todos, a eles eu tiro o chapéu e os digo-vos amo de todo coração e deixo aqui imortalizado o meu sentimento de gratidão.
A vida acadêmica quando se inicia trás duvidas, medos, esperança e ideal de vida. Independentemente da área que se escolhe, antes mesmo de concretizar tal ato, vem à reflexão o que quero ser quando crescer? Junto a isso vem a pressão familiar e da sociedade também, mas firme, forte e indiferente dos pensamentos alheios, escolhe se aquilo que o satisfaz em plenitude.
No processo de formação acadêmica onde busca a ser um profissional questionador e formador de opiniões – o professor requer zelo, disciplina, atenção continua além de possuir o principal a alegria de transmitir ao outro a esperança de um mundo melhor. Assim não tem nada que traz mais expectativa ao acadêmico que o estagio em sua área de atuação, hora certa de descarregar todas as expectativas carregadas, hora também de aliar a teoria estudada na academia com a pratica docente, fazendo um paralelo eficaz.
Nesse momento que se vivencia de forma positiva tudo aquilo que foi adquirido e contemplado ou não para quem não despertou para a “vocação”. Nesse contexto, me proponho a registrar as situações vivenciadas por mim durante o estagio supervisionado, que ocorreu no período de 08 de maio a 18 de junho de 2010, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom Luiz Gonzaga Fernandes.
Esse material, trata-se do registro de experiência dentro e fora da sala de aula, tendo como objetivo de possibilitar a ampliação de horizontes aos leitores em analise do ambiente escolar a partir das situações que me serviram de aprendizado tanto profissional quanto principalmente pessoal
A copa de 2010, na África do Sul deixou todos esperançosos, com o grande espetáculo do pão e circo. Mas que com bom que os grandes países não puderam divertir a sua nação por muito tempo. A derrota dos grandes “times- Portugal, Itália, Franca e outros” passou a ser um reflexo que a economia mundial não estar nada bem, que a cada dia esses países estão perdendo sal hegemonia para os pequenos. Ao fim perguntam-se tanto gasto para nada.
Ver os EUA perdendo para uma nação Africana levantou o ego de muito que foram expropriados, pelo os mesmos. Ver-los chorando, derrotado depois de ter gastado tanto foi bom dizem os grandes críticos.
Todavia o maior espetáculo, não foi o EUA perder para Gana, ou muito menos Argentina ser humilhada depois de tomar de virada quatro gols a zero da Alemanha, mas foi o Brasil a grande surpresa.
Perder para um dos países que ninguém acreditava.
Refletindo, isso e o reflexo que nada vai bem aqui, a miséria, ou roubos que a cada dia aumenta.
Pior ainda foi ver a classe media comprando passagens de ida a África em esperança de ver seu time ganhar, todos com orgulho de serem Brasileiros. A nação rumo ao HEXA. Ate parece que isso iria ocorrer depois de tudo que ocorre aqui, isso não foi nada mais que um protesto, todavia não entendem ou não querem.
Nunca gostei tanto de perder algo, como agora, o povo ver que a copa não os serve de nada, alem de enganar a realidade de eleições que estar em andamento.
Agora espero que entre Espanha. Alemanha, Uruguai e Holanda. Ganhe o que for melhor
E que nos divirta mais agora só tem o circo o pão o governo Brasileiro já cortou, não demorou tanto.
Sentimos falta dos dias sem trabalhar ou saindo cedo do emprego... Alegria durou poucooo
Bullying termo muito usado hoje quando o assunto e discriminação feita por outros gerando assim um mal que o individuo carrega por toda a vida ou parte dela. Caracterizado por ameaças com violência física, verbal e psicológica que causam grandes transtornos aos que então à volta, alguns equívocos são facilmente visto já que este mal não ocorre só na escola mais no trabalho, nas universidades, em todos os ambientes, e isso se concentra na intimidação e humilhação de pessoas, assim abusando do psicológico, físico e social de outra pessoa, isso no ambiente escolar as agressões pesa para o lado negativo de apelidos e expressões pejorativas.
Diante disso fica a refletir que a depressão, ansiedade, estresse, dores não-especificadas, perda de auto-estima, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool são os principais problemas associados ao bullying, agressões essas que muitas vezes passam despercebidas ao olhar dos outros.
Caracterizado por magoar, agredir pelas atitudes e palavras constranger o outro, mas isso e muito complexo de identificar porque os “agredidos” não comentam e acabam ocorrendo tragédia como suicídios e assassinatos