terça-feira, 3 de maio de 2011

A escola um espaço de sociabilidades e apatias




Ao analisar a instituição ESCOLA, pode se enumerar como um patrimônio de algum lugar, já que a maioria delas possui nomes de grandes lideres. Entende se que ela é dotada de sujeitos diferentes que muitas vezes ocorre um esquecimento disto por parte dos que organizam.
Antes dos anos 80 a escola expressava um modo de ver o mundo mais funcionalista dotada de reprodução, já nos anos 80 a busca pelo rompimento do sujeito-objeto acaba sendo superada. A característica marcante o humanismo que coloca o sujeito- pessoa como centro do mundo, ou seja, tudo é humano, a exemplo a natureza sociedade.
A escola é entendida como um espaço sócio-cultural que possui inúmeras regras e normas que muitas vezes acabam “unificando e delimitando” algumas ações. Dayrell (2001), no seu artigo A Escola Como Espaço Sócio-Cultural, texto extraído da obra “Múltiplos Olhares Sobre a Educação e Cultura”, no qual o autor relata que:

 “Aprender a escola como construção social implica, assim, comprendê-la só seu fazer cotidiano, onde os sujeitos não são apenas agentes passivos diante da estrutura. Ao contrário, trata-se de uma relação continua de construção de conflitos e negociações em função de circunstancias determinadas” (2001, p.137)


Isso implica que a escola é algo complexo, pois incluem imposições, conflitos, estratégias, alianças que muitas vezes causa repulsa aos discentes por talvez não entender a proposta escolar.
Todavia por outro lado o processo educativo recoloca a escola como mera reprodutiva de saberes, quando não é isso. A função dela é ou seria mesmo auxiliar aos indivíduos mais tarde serem bons cidadãos, mas isso não inclui só o mundo político ou trabalho e sim o papel na sociedade como um agente transformador.
A escola surge com uma proposta de produzir sujeitos, subjetividades e corpos treinados como enfatiza Durval Muniz em seu artigo “por um ensino que deforme: o docente na pós modernidade”, com o pensamento Foucaultiano ele completa que a mesma surge a fim de disciplinar corpos e mentes que forma indivíduos.
Nessa hiper modernidade a proposta da escola é auxiliar o sujeito a ser critico, mas principio esse que nem sempre é regido nas escolas Paraibanas, haja vista que o tradicionalismo ainda existe alguns docentes resistentes às mudanças e preferem serem adeptos do tradicionalismo. Docentes esses que se reduzem ao treinamento de mentes e exaltando a valorização de conhecimentos acumulados, sendo reduzidos a resultados e conclusões precipitadas e falhas, proposta essa que hoje não é tão mais aceita pela sociedade, todavia ainda existem os insurgentes que resistem a inovar.
A instituição escola não é mais tida como peça fundamental para a formação de conhecimentos e valores que norteiam nossa civilização, agora é nela que aprimoramos os conhecimentos adquiridos ao longo da vida, o empirismo é completado em contato com o cientifico, conhecimento esse que não está limitado ao ambiente escolar e nem só a sala de aula.
Esse conhecimento cientifico também de certa forma é adquirido no intervalo entre uma aula e outra, momento que ocorre sim, essa troca de combinações, conhecimentos e práticas, pois jovens de diferentes classes, modos, costumes e tribos se confraternizam ocorrendo uma difusão de energia positiva, é exatamente nessas conversas que sem perceberem muitas vezes estão discutindo assuntos variados e produzindo de certo modo um tipo de conhecimento científico, o fluir das relações tende a isso, mesmo que o tempo seja limitado, mas sempre ocorrerá. A partilha de momentos e vivencias também é um modo de disciplinarão sem perceber acabam aprendendo com a experiência do outro.
A escola é um espaço de encontro, convivência e formação de constante subjetividade havendo essa troca de sentimentos permitindo conviver com as diferenças e aprender com o mundo além de dominar certos códigos culturais para mais tarde encontra seu lugar perante a sociedade capitalista brasileira.
Nesse ambiente também nota se um sujeito tanto incomum: o professor, que com firmeza no olhar e voz é capaz de discutir temáticas com alguns sedentos por assimilar os conhecimentos. No entanto a hierarquia ás vezes é reforçada com o autoritarismo desmanchando a idéia de igualdade perante todos, isso é legitimado em analise do espaço escolar como um todo a exemplo da sala de aula sempre com cadeiras alinhadas em direção ao quadro, tornando uma igualdade tão gélida no cercamento escolar.
A escola não é tão democrática assim como se pensa. A Sociedade contemporânea nos impõe valore e metas altas demais, Assim os sujeitos que já são marginalizados em outras estruturas sociais, influenciados pelo pensar que a escola é sinônimo de ascensão social, procuram na escola um lugar de consolo para suas frustrações. Mas acaba encontrando é outra frustração. Encontram uma instituição frustrada por não conseguir rever seu modelo, e acabam encontrando profissionais frustrados que a cada dia vende m seus sonhos a preço irrisório. Resultando tudo em uma pedagogia frustrada por se basear no autoritarismo e disciplina, portanto fazer escola deve se fundar valores como solidariedade e a coletividade, para que não sejam “prisões” que nos tornamos indiferente e estéreis a realidade.

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